Conta de luz da Light vai aumentar 9% para consumidores residenciais

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (13.03) um aumento de 9,09% nas contas de luz dos consumidores residenciais da Light. O reajuste será aplicado aos 3,8 milhões de clientes da empresa localizados em 31 municípios do Rio de Janeiro, a partir da quinta-feira.

O reajuste médio para os consumidores de alta tensão, que são as indústrias, será ainda maior, de 13,4%.

A alta nos preços cobrados pela Light segue a tendência observada nos reajustes aplicados pela Aneel desde o início do ano, todos acima da inflação do ano passado (que fechou 2017 em 2,95%). O diretor-geral do órgão, Romeu Rufino, demonstrou preocupação com os seguidos aumentos.

— Tem que haver uma discussão do nível da tarifa. O grande impacto é oriundo de encargos setoriais. Essa questão precisa ser debatida. A tarifa ultrapassa os índices que medem a inflação no período. E aqui é tarifa, porque, quanto adiciona os tributos, o preço final pago aumenta. É um valor bastante significativo — disse Rufino.

Quando a conta chega ao consumidor, ele paga pela compra da energia (custos do gerador), pela transmissão (custos da transmissora) e pela distribuição (serviços prestados pela distribuidora), além de encargos setoriais e tributos.

A maior parte do aumento nas contas de luz da Light veio do reajustes nos custos de compra de energia, transmissão, encargos setoriais e de componentes financeiros. A tarifa também tem grande impacto por conta dos impostos (a maior parte de ICMS, tributo estadual). Só de encargos setoriais — que cobrem programas do governo no setor elétrico —, os clientes de todo o Brasil pagarão R$ 16 bilhões nas contas de luz em 2018 uma alta de 22% na comparação com 2017. Enquanto isso, a inflação oficial medida pelo IBGE fechou o ano em 2,95%.

Regras especiais durante a intervenção

Na semana passada, a Light e a Enel (antiga Ampla) conseguiram, na Aneel, regras especiais durante a atuação das Forças Armadas no estado, em decorrência dos decretos de intervenção federal e de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As empresas ficaram livres de compensar consumidor por falta de luz em áreas de operação militar.