Aprovados em concursos nas áreas de Segurança pedem convocações durante intervenção federal

O Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro vai receber, na próxima sexta, aprovados em concursos das áreas vinculadas à Segurança Pública que estão à espera de convocações. Representantes dos concursados da Polícia Civil, PM, Seap e Corpo de Bombeiros vão entregar ao porta-voz do gabinete, coronel Roberto Itamar, um documento com os número de pessoas que estão à espera da chamada, além dos déftcits de pessoal existentes em cada órgão, com base em estimativa das próprias categorias.

A reunião da próxima sexta foi agendada no último dia 23, pelo coronel Itamar, quando os concursados marcharam da Candelária até o Comando Militar do Leste (CML). Na ocasião, eles foram ouvidos pelo coronel Itamar. O militar confirmou à Coluna que receberá o documento do grupo, na sexta, para encaminhá-lo ao gabinete, que ficará sob o comando do general Mauro Sinott.

Segundo dados de associações e entidades das categorias, que estão apoiando o o movimento dos concursados, há 5.282 aprovados. Desse total, cerca de quatro mil são de concurso de 2014 para soldado da PM. Cerca de 200 que passaram em seleção para o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros também estiveram no ato e vão pleitear as convocações, informou o presidente da ABMERJ, Mesac Eflain.

Presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal, Gutemberg de Oliveira pediu atenção aos números da Seap.

- Temos 100 remanescentes do concurso de 2003; mais 106 do concurso de 2006; e 112 do concurso de 2012. Se esse grupo for chamado já vai diminuir o déficit, que é de quase 2.500 agentes. Os servidores estão sobrecarregados.

Já na Polícia Civil, há 248 oficiais de cartório e 220 papiloscopistas à espera da Acadepol, e mais 96 papiloscopistas que já passaram pela academia e aguardam nomeações, disse o presidente do Sindpol, Márcio Garcia.

Integrante da Comissão de Excedentes Papiloscopistas, Renata Macedo ressaltou que os aprovados vêm esperando nomeações por um longo período. Ela defendeu ainda a importância do trabalho da polícia técnica para a qualidade da Segurança Pública, ressaltando a atenção maior dada à área neste momento.

 

- Não há como ter segurança sem inteligência, e a polícia técnica faz parte disso.