Críticas ao RAS compulsório

 

Após o governador Wilson Witzel anunciar, na última quinta-feira (02.05), o reajuste do Regime Adicional de Serviço (RAS) dos policiais militares e civis, a associação que representa a categoria criticou o fato de as horas extras permanecerem obrigatórias. Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Ativos, Inativos, Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Assinap), considera que a revogação do caráter compulsório da hora extra em dias de folga era um importante pleito dos trabalhadores.

 - É urgente que o RAS deixe de ser compulsório, pois esse é mais um instrumento que retira a dignidade do policial. Nenhum policial deve ser obrigado a trabalhar no período de sua folga - disse Cordeiro, acrescentando que as escaladas de trabalho praticadas atualmente são “desumanas”. O RAS compulsório, segundo ele,  praticamente iguala o policial ao trabalhador escravo, pois caso ele não obedeça, ficará sujeito a receber punições disciplinares determinadas por seus superiores. Aumentar o valor da hora extra é importante, mas o trabalho deve ser voluntário. 

 - Decidir se prefere abrir mão do seu horário de descanso junto à família deve ser prerrogativa única e exclusiva do policial. Não é à toa o expressivo número de agentes que entraram saudáveis na corporação e hoje estão na psiquiatria.

Para PM, reajuste vai estimular voluntários

Procurada, a Polícia Militar informou que o reajuste médio de 45% aumentará a procura de policiais militares para trabalhar voluntariamente em seus dias de folga, reduzindo, consequentemente, a necessidade de recompor efetivo pelo RAS compulsório. Porém, em situações especiais, como Carnaval e Réveillon, a demanda por policiamento aumenta, tornando o RAS compulsório necessário.

- A Segurança Pública deve ser sempre a prioridade absoluta - explicou o secretário de Polícia Militar, Coronel Rogério Figueredo de Lacerda.

Fonte: Extra (Coluna do Servidor)