Previdência: governadores defendem diálogo em discussão no Congresso

 

Na expectativa de conhecer detalhes da proposta da reforma da Previdência que foi entregue na manhã de hoje (20) ao Congresso Nacional, governadores voltaram a se reunir em Brasília em defesa da mudança da legislação. Neste terceiro encontro, os chefes de Executivos estaduais conheceram do próprio ministro Paulo Guedes as especificidades do texto que começa a tramitar na Câmara a partir desta semana.

Independentemente da região, uma bandeira comum a todos os estados foi a defesa do diálogo e a disposição de mobilização das bases no Congresso.

 - A reforma da Previdência é vital para o Brasil - resumiu João Dória, governador de São Paulo, maior economia do país. Se o país quer crescer, se o país quer gerar empregos, se o país quer diminuir a pobreza, precisa aprovar a reforma da Previdência até a metade deste ano para retomar esse crescimento por meio de novos investimentos a partir do próximo mês de agosto - completou.

Antes mesmo da conversa com Guedes, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha sinalizou positivamente com tudo o que foi divulgado até o momento pelo Planalto. Segundo ele, o apoio dos estados é certo desde que haja diálogo e abertura para sugestões ao texto ao longo da tramitação no Legislativo.

 - [A proposta do Executivo] tem a princípio o nosso apoio, mas é proposta que tem que ser debatida para resolver o problema que vem se arrastando desde 1998”, disse. Ibaneis explicou que, além da base parlamentar e nos estados, os governadores vão trabalhar junto à população. A sociedade precisa entender a reforma da Previdência assim como outras reformas que precisamos avançar, como a reforma política, para trazer estabilidade para o Brasil - acrescentou.

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel alertou que os estados querem que a proposta do Executivo Nacional contemple as situações locais.

 - Os estados precisam ser contemplados com a reforma da Previdência no mesmo projeto. É preciso fazer a reforma integral, do estado, do município, da União. E que tenhamos essa reforma rápido para evitar que isso fique se alongando depois nos estados e municípios.

Fonte: Agência Brasil Brasília