Em solenidade, Witzel diz que vai tentar pena máxima de 50 anos/

 

O novo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), manteve o tom de enfrentamento a traficantes e de defesa de corte de gastos no discurso da cerimônia de transmissão do cargo, ontem (02.01), no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O eleito recebeu a faixa governamental do ex-governador em exercício Francisco Dornelles (PP) e deu posse a 21 secretários. O  atual secretário de Estado de Defesa Civil  e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio,  coronel Roberto Robadey Jr.,   foi empossado na ocasião.

Witzel fez questão de mandar confeccionar o símbolo, que havia caído em desuso nos ritos de posse no estado. O ex-juiz federal disse que vai tentar que a lei que estabelece pena máxima para criminosos aumente de 30 para 50 anos. Repetiu que bandidos com fuzis não serão mais tratados "de forma romântica".

 - O crime organizado não pode ter a liberdade que dispõe hoje de portar armas de guerra, de fazer refém a sociedade e ser tratado de forma romântica como sujeitos que não tiveram oportunidades. Todos tivemos oportunidades. Todos aqueles que querem estudar e trabalhar encontrarão seu caminho e nós vamos ajudar a diminuir o desemprego.

Após o discurso, o governador disse que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a regulamentação da Lei Antiterrorismo, com o objetivo de aumentar as penas de narcotraficantes, e a federalização de uma das unidades prisionais do estado. Comentou ainda que imagens de drones adquiridos pelo Gabinete de Intervenção Federal serão usadas para fins judiciais e para auxiliar em buscas e apreensões e em prisões.

 - No meu ponto de vista, não existe necessidade de mudar a lei. Quem está com fuzil na mão é ameaça e como ameaça deve ser tratado. Eu estou propondo ao Congresso Nacional através da nossa bancada, e conversei com o ministro Sérgio Moro, para regulamentar a Lei Antiterrorismo, onde as pessoas que estejam no comando do crime organizado sejam tratadas com mais rigor em presídios, sem qualquer regalia, sem visitas, com advogados públicos e com tempo de prisão além Transmissão de cargo seria no dos 30 anos máximos. Alongar isso para 50 anos para o crime organizado - declarou.

A transferência do cargo ocorre sempre no dia 01 de janeiro, logo após a posse. Neste ano Witzel desmembrou o protocolo para conseguir ir à posse de Jair Bolsonaro (PSL). Mudanças previstas nos quadros das delegacias de homicídio foram temporariamente suspensas para não atrasar ainda mais a conclusão do caso Marielle. Mas já está decidido que Giniton Lages, delegado da Delegacia de Homicídios da Capital, deixará a especializada quando o crime for elucidado. Para o lugar dele está cotado Daniel Rosa, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada.

 Fonte: O Dia