Marun diz que governo errou por não tentar votar a reforma da Previdência

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun , afirmou  na quinta-feira (27.12), que o maior erro do governo foi não tentar votar a reforma da Previdência , mesmo sem ter garantia de que iriam aprová-la. O ministro defendeu que o governo deveria ter "obrigado os deputados indecisos a se posicionarem" .

- Eu acredito que nesse processo foi cometido um erro, o erro de não termos votado, mesmo sem a garantia de ganhar. A derrota seria péssima, mas uma pequena chance de vitória valia o risco. Nós tínhamos que ter obrigado os indecisos a se decidir, eu penso que haveria uma chance de vitória - avaliou Marun durante um café da manhã com jornalistas.

O ministro disse que defendeu a votação mas foi voto vencido por decisão da maioria dos líderes partidários:

 - Eu defendi a votação mas fui voto vencido. Foi uma decisão colegiada, um acordo de líderes partidários - afirmou.

No entanto, o ministro de Temer declarou que agora o tema da Previdência era reconhecido como "necessário" e disse ver um empenho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para aprová-la:

 - Vejo hoje um maior reconhecimento das pessoas em relação à sua necessidade de aprovação. E vejo um certo empenho por parte do próximo governo em aprová-la - concluiu.

Prorrogação de prazo do Funrural

Marun também relatou que a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, teria falado com ele pessoalmente pedindo a prorrogação do prazo de adesão ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural), que se encerra no próximo dia 31 de dezembro, por pelo menos três meses. Porém, de acordo com o ministro a tendência era que esse pedido não fosse acatado, pois o atual governo avalia que não há espaço orçamentário:

 - A tendência é de que não haja a prorrogação. O governo Bolsonaro pediu para que prorrogássemos, mas o governo Temer está vendo que não há espaço orçamentário para isso. Mas o nosso entendimento é que o futuro governo pode tomar a atitude que achar adequada - disse Marun.

Fonte: O Globo